DEPOIS DA ORDEM________________________

Novas soberanias populares

Como as práticas de autonomia lideradas pela comunidade dentro dos movimentos sociais fortalecem a soberania alimentar, energética e e de água?

Esta linha de pesquisa entende a soberania não como uma prerrogativa dos Estados, mas como um conceito contestado e em evolução, reivindicado por movimentos populares e grupos sociais como uma condição justa e legítima para uma existência digna. 

Uma das principais conclusões do projeto Depois da Ordem é que, em muitas partes do mundo, particularmente na periferia do sistema capitalista, formas de soberania popular surgiram em resposta a profundas desigualdades e à ausência ou negligência do Estado. Mais do que reações, essas novas formas de poder popular são experiências na construção — e imaginação — de novas maneiras de organizar a vida coletiva, a governança e a autossuficiência. Essas abordagens geralmente combinam ideias inovadoras com formas muito antigas de organização social.

Também abordamos a noção de soberania popular a partir de uma perspectiva teórica e internacionalista, explorando o conceito de “periferia” — a dispersão global de condições sociais e políticas antes restritas às margens. A partir dessa perspectiva, a questão da soberania popular ganha renovada urgência: a soberania deve ser repensada não apenas além do Estado, mas também além da esfera nacional.

Coordenador

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Gabriel Tupinamba - Alameda Insititute

Gabriel Tupinambá

diretor de estratégia social
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