Em uma época de desordem e instabilidade evidentes, surgem dúvidas sobre onde está o poder. Quem está, de fato, no controle? Quem toma as decisões sobre as grandes questões que afetam a vida das pessoas?
O projeto de pesquisa “After Order” (Depois da Ordem), realizado pelo Alameda, questiona a hipótese de que estamos agora em um interregno, ou um período temporário entre ordens estáveis. Consideramos a possibilidade de termos entrado em uma época de crises mais frequentes, que sucede os sistemas estáveis: um tempo pós-ordem.
Por meio do diálogo, do envolvimento crítico e da pesquisa colaborativa, esta iniciativa explora a dispersão das reivindicações de soberania entre atores diversos, as disputas geradas por essas reivindicações. Buscamos também compreender as implicações deste processo para os esforços de construção de novos caminhos – alamedas – para uma sociedade melhor.
‘À medida que a ordem neoliberal se desgastou, o mesmo aconteceu com as instituições que antes ancoravam a autoridade política. Os poderes soberanos são agora exercidos por Estados, corporações, grupos armados e outros atores, forçando-nos a repensar o que significa soberania e para quem ela realmente serve’.
Conversas sobre poder, soberania e crise em um mundo instável.
O "Depois da Ordem" está organizado em torno de cinco linhas de pesquisa interligadas. Juntas, elas exploram como a soberania está sendo transformada: cinco linhas de pesquisa interligadas. Juntas, essas linhas de pesquisa exploram como a soberania está sendo transformada:
Explora como as mudanças na economia política afetam o exercício da soberania, e debate as possíveis alternativas ao neoliberalismo que permitam transições mais justas.
Aborda a ascensão das grandes empresas de tecnologia, como elas remodelam a autoridade e como seu poder crescente é contestado, inclusive por movimentos que buscam o controle popular sobre a infraestrutura digital, os dados e a governança.
Analisa o surgimento de uma política autoritária que promove a desordem e sua relação de soberania partilhada com organizações criminosas, tráfico, milícias paraestatais e grupos mercenários.
Conectando-se com movimentos sociais, particularmente no Brasil, compreende os esforços autônomos para alcançar a soberania alimentar, energética e hídrica.
Concentra-se em Estados e comunidades cuja soberania é restringida ou negada por sistemas de dominação colonial e racial, ou mesmo prejudicada pelo comércio internacional, pela economia e pela guerra.