Estratégia social__________________________

Na Alameda

Conectando a pesquisa à prática política

Possibilitar o diálogo crítico e transformador entre pesquisa, movimentos de base e organizações políticas.

Desde a sua fundação, a Alameda tem procurado conectar a pesquisa com as lutas sociais reais - construindo pontes entre a análise e o ativismo para que nosso trabalho seja moldado pela experiência vivida e permaneça útil na prática. Isso significa criar e manter relacionamentos com atores políticos e sociais, organizar espaços de intercâmbio e manter a pesquisa fundamentada nas lutas em andamento. Nosso objetivo é incorporar essa estratégia social à cultura da Alameda’.

Gabriel Tupinambá, Pesquisador sênior

Incorporação da estratégia social

Estamos trabalhando para conectar a pesquisa e a prática:

Criação e manutenção de relacionamentos políticos com movimentos, organizações e ativistas

Trabalhar com lógicas institucionais e de movimento, compreensão e tradução entre diferentes formas de conhecimento, métodos e práticas

Identificação de riscos e responsabilidades éticas que surgem quando a pesquisa se cruza com as lutas sociais

Desenvolvimento de pesquisas em diálogo ativo com os movimentos, garantir aprendizado mútuo e valor tangível para a prática política

Repensando o impacto

A Alameda reconhece que o impacto político e social nem sempre se encaixa perfeitamente nas métricas tradicionais de avaliação de pesquisa. Medidas como visibilidade, citações, resultados ou presença na mídia - geralmente usadas por universidades e organizações de defesa - raramente captam as formas de influência relacionais e de bastidores que mais importam para os movimentos de base.

Ao mesmo tempo, muitos efeitos significativos, como a construção de confiança, a formação de alianças, a coordenação tática e as vitórias políticas concretas, são difíceis de quantificar. Por isso, muitas vezes eles são ignorados nas estruturas de avaliação convencionais.

A Alameda aborda o impacto com essa tensão em mente, valorizando formas de influência que podem ser sutis, relacionais e de longo prazo, mas não menos consequentes.

Para saber mais sobre a abordagem da Alameda em relação ao impacto, consulte nosso ‘Caminhos da mudança’.

Estratégia social na prática

Aqui estão alguns exemplos de como a estratégia social fez parte de nosso processo de pesquisa:

Projeto After Order - Pesquisa sobre soberania popular

Alameda's Depois da Ordem O projeto fornece uma contribuição crítica aos debates e estratégias relacionados à soberania. 

Como parte desse trabalho, um dos sub-ramos do projeto se envolve com movimentos de base, especialmente no Brasil, para entender e aprender com seus esforços autônomos para alcançar a soberania alimentar, energética e hídrica.

Projeto Just Transitions - Festival pela soberania alimentar

O Sabores da Liberdade O festival, realizado em setembro de 2025, no distrito rural de Jitaúna, no estado da Bahia, no nordeste do Brasil, usou a comida como meio de encontro, troca e resistência coletiva.

Reunindo criatividade culinária e cultura popular, o festival afirmou a soberania alimentar como uma prática vivida de autonomia, conectando territórios, protegendo o conhecimento ancestral e celebrando as liberdades enraizadas na terra.

Possibilitado pela confiança nascida de um relacionamento de pesquisa, o festival proporcionou uma plataforma para a discussão de ideias e estratégias relacionadas à soberania alimentar. Ele também informou a pesquisa em andamento da Alameda sobre esse tema.

Organizado em parceria com a Terra de Preto e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), A iniciativa fazia parte do trabalho da Alameda em Transições justas e a economia política da mudança climática.

A humanidade excedente e os desafios do desenvolvimento

Seguindo as percepções de ativistas libaneses sobre a situação dos refugiados sírios, especialmente após os terremotos do ‘Turkïye’ na Síria, a Alameda desenvolveu um projeto de pesquisa que reuniu pesquisadores do Líbano, da Síria, da Turquia, da Itália e do Reino Unido, combinando discussões teóricas e trabalho de campo prático, a fim de examinar como a mão de obra imigrante é explorada e transformada em arma em contextos de extrema instabilidade social. 

O projeto estabeleceu parcerias em Líbano com o Instituto de Análise Crítica de Beirute e Pesquisa e o Movimento Anti-Racismo.