Reino Unido: Um outsider como primeiro ministro?
Este artigo foi publicado na íntegra na Fundação Rosa Luxemburg e faz parte do projeto Depois da Ordem do Alameda

Raízes blairistas, reinvenção pós-Corbyn, credo de Manchester: que tipo de primeiro-ministro trabalhista é Andy Burnham?
Há já algum tempo que circula uma piada nos círculos políticos britânicos. É mais ou menos assim: «Um blairista, um brownista e um corbynista entram num bar. “Olá, Sr. Burnham”, diz o barman, “o que vai ser, então?”» Após as primeiras semanas de liderança de Andy Burnham no Reino Unido, será que conseguimos perceber qual das versões do novo primeiro-ministro se irá manifestar no poder?
Ao responder a esta questão, devemos reconhecer que, tal como na piada sobre lealdades contraditórias, o percurso político de Burnham é mais complicado do que o habitual. Nascido em 1970 numa família da classe trabalhadora de ascendência irlandesa no noroeste de Inglaterra, Burnham teve uma infância relativamente normal. Alguns comentadores têm salientado o papel central do catolicismo no seu desenvolvimento; curiosamente, Burnham é o primeiro primeiro-ministro britânico abertamente católico e afirmou que a doutrina social da Igreja «está na base» da sua política.
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